Parangaricu

Dois dias sem postar. Espero que esse seja o meu recorde! Rs

Pois é, muita água rolou nesses dois dias. Mas pra falar a verdade nem tanta água assim.

Como havia prometido, fiquei pra pensar em qual seria a mensagem que Caetano queria passar na Diferentemente no trecho que em que ele afirma não acreditar em D-us. Creio que D-us ali seja o amor, já que a música parece ser mais uma dessas que tratam de relacionamento.

Mas pra falar a verdade não estou muito afim de falar de coisas passadas. Nem dos últimos dois dias que não postei pois por mais que minha cabeça tenha ficado presa na preocupação de postar, não me sinto tão a vontade assim para querer postar.

Nesse tempo sem postar pensei em fazer um texto sobre como acho ridículo essa coisa da tv comandar a vida do povo. Não sei porque mas depois que passei pela faculdade tomei um birra de tv que não tem tamanho. Sempre quando estou com a Déb, nos fins de semana, e nos rendemos aos programas dominicais noturnos vivo criticando a liberdade com que os programas de tv interferem na vida das pessoas. E acho mais engraçado como as pessoas permitem isso.

Parece mais um código de aceitação social. Não entendo. A que ponto chegamos. Ontem mesmo parei pra ver o fantástico. Tinha um quadro que não me lembro bem o nome, mas parece ser a liga das mulheres. Algo do tipo. Como não venho acompanhando, não sei se o problema em questão no dia vinha sendo discutidos há muito tempo. Mas que para mim era o fim da picada, era.

Um grupo de mulheres, entre elas uma que identifiquei como terapeuta familiar, via por uma tv, liderada por uma jornalista, o dia a dia de uma família composta por um marido bundão, uma madrasta pulso firme e uma adolescente que se preocupa mais com o numero de amigos que ela tem no orkut do que com a faxina da casa.

O objetivo desse bando de mulher era tornar mais amigável o relacionamento entre a madrasta e a menina. Conversa vai, conversa vem e quando menos espero uma das mulheres do bando estava na casa da família quase que mandando a menina fazer as coisas. Num tom que fiquei de cara. E a menina, claro, intimidada ora por estar na frente das câmeras ou sei lá mais o que, fazia toda sem graça o que a mulher pedia. Até dar abraço na madrasta. Absurdo!

Meus pais são separados e meu convívio com minha madrasta é totalmente normal. Só não trocamos receitas pois ainda não tive tempo de sentar e anotar como ela faz o sorvete caseiro e nem passei a receita da pizza que faço. Não nos abraçamos, não nos tocamos. Somos duas pessoas normais sem a intromissão da mídia. De onde veio isso? Da minha educação vamos dizer assim ‘’de berço’’.

Minha mãe, que foi traída por meu pai, nunca falou para eu ter raiva da minha madrasta nem nada. Nesse ponto creio que ao contrario de muita gente que se separa por ai, minha mãe foi muito forte. ‘’Não é porque estou com raiva de fulano que você tem que estar também’’, ela sempre dizia. E é assim até hoje.

Acho ridículo ver programas em que o povo manda carta para que um casal que entende de moda esculachar a pessoa em cadeia nacional jogando suas roupas dentro de uma cesta de lixo em troca de 10 mil reais para comprar novas. Acho podre programas que entram na casa de cidadãos comuns e fazem a maior ‘’revolução’’, deixando na mãos de pessoas como eu e você, que nada conhecemos daquela família, decidirmos se a família beltrano deve ou não economizar na carne, ou reciclar o lixo ou cortar os gastos com o lazer. Como assim?

Mas o que acho mais ridículo mesmo são as famílias que permitem tal coisa. Como elas podem se rebaixar a tal ponto? Deixam de ser indivíduos e passam a ser produtos da mídia. E ainda tem gente que fala que a mídia não obriga ninguém a nada, que isso é uma forma de acabar com essa via de mão única que se tornou a comunicação de massa. Ah, por favor né.

Mas não há nada a se fazer. Afinal, sou um em meio a muitos que pensa assim. Como forma de protesto resolvi parar de ver canais abertos de tv. Só vejo seriados norte americanos. Sim, os enlatados. Minha única forma de entretenimento. E mesmo assim eu não vejo pela tv. Baixo tudo pela Internet.

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