Eis que ele volta

Depois de um final de semana na roça com namorada e amigas o desespero de não estar trabalhando volta. Como é horrível essa sensação.

Sobre a roça: foi bacana de mais. Cozinhei no fogão à lenha. Acabei colocando em prática a mini aula que tive de como fazer um arroz que não grudasse um no outro e deu certo. Até em fogão à lenha, que é uma coisa que você não tem controle quanto à temperatura. Mas foi muito bacana. a única coisa ruim é que quando você, em um grupo, se dispõe a cozinhar uma vez acaba virando um rito fazer isso sempre.

Amo cozinhar, mesmo não sabendo fazer muitas coisas. O simples fato de seguir receitas e dá certo no final me deixa muito feliz em ficar na cozinha. Ao contrário de muitos, prefiro lavar a cozinha do que o banheiro, parte da casa que já lavei demais quando era criança. Quando cozinho acabo colocando tudo o que sinto na comida e isso acaba refletindo no gosto final.

Conseqüentemente, quando cozinho meio que ‘’forçado’’ acaba que interfere no produto final. As vezes não fica la grandes coisas. Mas as vezes a situação se inverte no meio de campo.

O bom é que nessa labuta não fiquei sozinho. Paolla me ajudou na roça com o almoço e janta. Não que eu tenha feito tudo sozinho. Mesmo porque o pai dela que deu o toque final no almoço do sábado. Mas sei lá, é chato fazer tudo sozinho. E outra, na hora de descascar cebola sobra sempre pra mim.

Enfim, hoje, na segunda a tarde, após ter dado um up no pc com um novo anti vírus, fico apenas com a mão cheirando a cebola como forma de lembrança.

...

tenho pensado seriamente em sair do país. Acho que é a válvula de escape de todo valadarense. Não sei se alguém já sentiu isso, mas é terrível a sensação de ficar em casa sem poder fazer nada e com o povo falando na sua cabeça sobre emprego, te chamando de vagabundo e tal. Tudo acaba te irritando. Seus amigos saem e te chamam e é horrível não poder ir. Se bem que deixar de ir eu nem me importo tanto, o ruim é a insistência deles em querer te levar mesmo sabendo que você esta sem grana. Se depender de dinheiro de família já é humilhante, imagina de favores financeiros de amigos?! Péssimo!

E o ruim que realmente eu não tenho mais pra onde correr. O que gosto mesmo não tem mais vaga em gv: jornalismo impresso. Tv tem vaga aos montes e eu além de nem ter feito estágio nessa área não levo jeito mesmo. Já tentei e não deu certo. E olha que o que me motivou mais a fazer jornalismo foi a vontade de querer ser um vj da mtv. Dá pra entender isso?

Ai só me resta ler em casa o que tenho para não enferrujar e escrever no blog para não perder a prática. E mesmo assim ainda sinto que cai e muito de produção. As palavras somem, as frases ficam pobres, o texto vai ficando meio que sem nexo quando deveria atrais ainda mais. É difícil. E quando você fica no computador olhando sites para não ficar tão peixe fora d’água vem um e fala que você esta só gastando e tal.

Ah, como eu queria sair dessa!

3 comentários:

Tô Ligado disse...

Sair de GV fi??? Tah doido????

Tô Ligado fez niver... passa lá depois

Abraços
Brunno

Caroll . disse...

ah guri, se tu acha que deve mesmo ir para o exterior acho que deve mesmo. desde que seja legalmente, ok?!
hsausahsauashuas

Sei como é se sentir um lixo. as vezes eu me sinto, mas sabe, acho que todos tem dias assim, o negócio é sacudir a poeira e dar a volta por cima.
Se tem vaga em tv, vá para a tv, depois vc consegue realmente fazer o que quer... pelo menos estará em sua área... acho que ser pauteiro não é de todo tão ruim assim...

bjO procê!

Karamaru disse...

Gostei muito da sinceridade do seu texto; isso deixou-o muito atrativo. Continue assim!

Se você for embora, me fale: devo ir com você!

"Só glória na prova"

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